Hoje passei a mão nas ervas plantadas na varanda...
Estavam frescas porque choveu cá dentro na noite anterior.
Foi na noite simpática onde choveu debaixo do tecto, e onde o tecto parecia o sol da Primavera que já passou e o do Verão que está por vir.
Senti a mão quente na frescura do jasmim, o cheiro da salsa na sala que estava cheia de alecrim.
Melhor dizendo senti a sensação já esquecida daqueles tempos em que eu sempre achei que já foram vividos e no entanto acabam sempre por se repetir.
Bonitos ou feios, a verdade, é que a erva plantada na varanda era fresca e por mais que se possa pensar, dizer ou falar, será fresca para sempre, pelo menos enquanto aquela noite simpática perdurar na memória, enquanto o sol que é sol faça chover como choveu naquela noite.
Foram anos passados, cinco anos repescados e outros tantos vividos, onde toda a gente mudou, toda a gente ficou igual, somos quem somos e somos de alguém.
A única coisa a saber que se têm que descubrir é se a erva fresca de ontem, é fresca e pertence a outra pessoa amanhã..
Se a chuva de hoje, é o sol de amanhã.
Se a primavera que foi, ainda o é, no fundo, é o que é.
Sabor à jasmim curado.
Colheita de Maio.
Erva de 1983.
Saturday, March 13, 2010
Tuesday, February 16, 2010
Filmes: La mujer del anarquista
Hoje vi um filme giro, alias estes ultimos dias tenho perdido o meu tempo a ver filmes...
"La mujer del anarquista" foi o ultimo deles e gostei bastante.
A história interessante, o tema também, para mim foi mais uma demonstração de como se encontra maldade por este mundo fora, especialmente demonstrados em ideais e pensamentos... mas sim, de facto, não passa de um filme.
No fundo é um filme que até pode ser suave mediante a realidade da época.
Acho que de certa maneira começo a desenhar na minha cabeça o porquê de não ligar hoje a televisão ou não olhar muitas vezes para a capa de um jornal, acho que me cansei de ser envenenado.
Talvez agora retenha menos informação do que é esperado pela sociedade e por isso maioria das pessoas me sinta ou me possa olhar como um ser mais ignorante, mas no entanto talvez em mim cheguei ao ponto de ler o que eu quero pois encontrei porque procurei. Tal como encontrei este filme, procurei algo e encontrei num blog o seu título sem nunca ter visto associado as nossas salas de cinema.
Sinto-me demasiado básico em palavras, e talvez seja bom que assim o seja.
Como diria a bela Dolores Ibárruri Gómez "¡No Pasarán!" para poupar o meu cérebro as doenças que se propagam cada vez mais na comunicação social e seus meios.
"La mujer del anarquista" foi o ultimo deles e gostei bastante.
A história interessante, o tema também, para mim foi mais uma demonstração de como se encontra maldade por este mundo fora, especialmente demonstrados em ideais e pensamentos... mas sim, de facto, não passa de um filme.
No fundo é um filme que até pode ser suave mediante a realidade da época.
Acho que de certa maneira começo a desenhar na minha cabeça o porquê de não ligar hoje a televisão ou não olhar muitas vezes para a capa de um jornal, acho que me cansei de ser envenenado.
Talvez agora retenha menos informação do que é esperado pela sociedade e por isso maioria das pessoas me sinta ou me possa olhar como um ser mais ignorante, mas no entanto talvez em mim cheguei ao ponto de ler o que eu quero pois encontrei porque procurei. Tal como encontrei este filme, procurei algo e encontrei num blog o seu título sem nunca ter visto associado as nossas salas de cinema.
Sinto-me demasiado básico em palavras, e talvez seja bom que assim o seja.
Como diria a bela Dolores Ibárruri Gómez "¡No Pasarán!" para poupar o meu cérebro as doenças que se propagam cada vez mais na comunicação social e seus meios.
Wednesday, January 13, 2010
I need a change
This is not because I don't like you.
This is not because I don't care about you.
This is just because of me.
I have a desire of peace.
I have the desire of being lonely.
I think I can't live if I get into it.
I just know, that I really want to change
I need a change, nobody can offer it to me, only I can search for...
For what... for loneliness... for peace... for a deep desire...
No... I just need a change.
This is not because I don't care about you.
This is just because of me.
I have a desire of peace.
I have the desire of being lonely.
I think I can't live if I get into it.
I just know, that I really want to change
I need a change, nobody can offer it to me, only I can search for...
For what... for loneliness... for peace... for a deep desire...
No... I just need a change.
Sunday, December 6, 2009
Transportes!
Hoje apaixonei-me por ti...
Como não sabia quem eras fiquei assim.
Apaixonei-me por ti... mas passou...
No fundo tu também te apaixonaste por mim, ou talvez seja bom que eu pense que seja assim.
Metro das 11:40,
Barco das 11:50,
Lisboa de dia 6 de Dezembro de 2009.
Como não sabia quem eras fiquei assim.
Apaixonei-me por ti... mas passou...
No fundo tu também te apaixonaste por mim, ou talvez seja bom que eu pense que seja assim.
Metro das 11:40,
Barco das 11:50,
Lisboa de dia 6 de Dezembro de 2009.
Monday, November 30, 2009
Korda - Conhecido Desconhecido
2 Dez a 31 Jan 10
Depois de Havana e Madrid, Lisboa acolhe a exposição fotográfica: Korda – Conhecido Desconhecido. Alberto Korda (1928, Havana – 2001, Paris) será sempre o autor da fotografia de Che Guevara – intitulada Guerrillero Heroico – que serviu de símbolo a gerações. A mostra reúne 200 fotografias, na sua maioria inéditas, seleccionadas de entre milhares de fotogramas do autor e retiradas de arquivos pessoais de vários amigos e colaboradores. Numa parceria entre a Casa da América Latina e a Câmara Municipal de Lisboa, pretende-se revisitar uma década na vida e na carreira do fotógrafo (1956-1968), abrangendo temas tão diversos como a actividade criativa dos Studios Korda, a moda, o povo, a mulher, o mar e, naturalmente, os líderes revolucionários. Segundo Cristina Vives, comissária da exposição, as imagens “percorrem a História”, sendo aqui excluídas, intencionalmente, aquelas que, de tão conhecidas, se tornaram num lugar-comum. Desta forma, coloca-se a tónica no talento e na versatilidade de Korda, que foi mais do que um cronista da Revolução, tendo visto a sua produção fotográfica exposta nas principais galerias americanas e europeias. Destaque ainda para as visitas comentadas à exposição a realizar nos dias 2 de Dezembro e 5 de Janeiro, pelas 15h, mediante inscrição, pelo telefone: 218 170 600 (CML - DMC/Divisão de Programação e Divulgação Cultural).
Internet: korda.com.pt/
Informações Úteis: Terra Esplêndida: 218 874 283; 966 970 039
Sunday, November 29, 2009
Para não dizer que não falei das flores...
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)
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